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Disfunção erétil e a pornografia na era digital

Vasto cardápio online pode inibir as relações na vida real

 

Quase sem custo, sempre disponível e para os mais variados desejos, a pornografia na era digital faz a alegria de muitos marmanjos. No entanto, segundo alguns especialistas em sexualidade, nem tudo são flores! É crescente o número de viciados em conteúdo pornô e na masturbação. Fato que acarreta sérias dificuldades para jovens e adultos. Os mais suscetíveis a desenvolver dependência são os jovens, esses já chamados de autossexuais – pessoas para quem o prazer com o sexo solitário é maior do que o proporcionado pelo método, digamos, tradicional.

“Eles começam a atividade sexual sem parceria, na masturbação, em frente a um vídeo no qual escolhem tipo físico e idade de todas as variedades imagináveis. Isso é muito sedutor”, explica o médico Sérgio Iankowski, especialista em andrologia e autor do livro Ereção e Falha, Falhou Por Quê?.

divorcio

– Os meninos aprendem muito na internet, o que não é didático, porque são corpos e posições irreais, atividades sexuais mais agressivas que a média. Parte deles enfrenta perda do desejo sexual e disfunções, como falta de ereção ou ejaculação, e muitos têm uma visão distorcida sobre o próprio corpo ou desempenho sexual. Isolamento e insatisfação nos relacionamentos também são relatados nos consultórios”, acrescenta o médico.

É importante ressaltar que não são todos os jovens conectados que correm risco de dependência. “Há aqueles que assistem hoje, se masturbam e não voltam amanhã”, diz Iankowski. Entre os sinais de alerta estão a angústia em relação ao uso e a restrição da capacidade de interação. “Se o indivíduo não se incomoda, paciência”, diz.

Para o médico, nos casos em que a situação sai do controle uma única conversa com um especialista pode ser suficiente. “Sexo é para ser uma boa experiência. Se não for, ou tem algo diferente em mim ou preciso aprender alguma coisa”, pontua.

Pornografia aumenta o risco de divórcio

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Pesquisa recente, feita por cientistas da Universidade de Oklahoma (EUA), sugeriu que a pornografia aumenta o risco de divórcio, principalmente entre os jovens, que tendem a assistir com mais frequência e têm casamentos menos estáveis.

Sérgio Iankowski afirma, no entanto, que não é possível fazer uma relação direta entre o consumo de pornô e o divórcio. “O acesso à pornografia pode ser um sintoma de que algo na relação sexual desse casal não estava satisfatório antes”, complementa.

 

Autor: Fábio Sáltiel – Jornalista

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